Especialistas apontam proximidade com a obra e foco em processos inovadores como caminhos para o crescimento para quem quer ser grande
Especialistas apontam proximidade com a obra e foco em processos inovadores como caminhos para o crescimento para quem quer ser grande
Gestores renomados afirmam que esses fatores são determinantes para gerar escala e confiança em pequenos escritórios de arquitetura que estão iniciando suas operações.
Durante debate na Conferência Internacional de Construção e Arquitetura (Feiconference), painelistas destacaram que negócios iniciantes têm diante de si a oportunidade de adotar uma nova forma de projetar e construir, baseada em inovação, sustentabilidade e gestão personalizada — práticas que, muitas vezes, são negligenciadas por grandes construtoras devido à cultura organizacional, à escala e à rigidez operacional.
David Fratel, diretor do SindusCon-SP, ressaltou a importância da modularização e da industrialização como pilares dos projetos, independentemente do porte da obra. Segundo ele, a verdadeira modularidade vai além do uso de “blocos” prontos, passando pela adoção de uma lógica de medidas que permita a padronização de componentes, como esquadrias e boxes. “Sem essa cultura, o mercado brasileiro continua enfrentando uma fragmentação que impede a redução de custos e a eficiência produtiva, dificultando a escala mesmo em projetos de grande impacto”, afirmou.
Para André Quinderé, CEO da Agilean, um dos principais diferenciais atuais é a capacidade de compreender os métodos construtivos e antecipar decisões. “Entender o processo do cliente nos ajuda a evitar ações sem aderência e a reduzir o retrabalho”, explicou.
Já Milton Corrêa Meyer Filho, presidente da MPD Engenharia, destacou que a gestão eficiente de fornecedores começa pela definição clara de papéis e responsabilidades. Ele enfatizou a necessidade de estabelecer prazos e metas financeiras para evitar conflitos no canteiro de obras. “O sucesso está na capacidade de integrar as diferentes frentes de trabalho em torno de um objetivo comum e bem organizado. Para mim, a palavra-chave é terminalidade — saber exatamente onde uma atribuição começa e termina”, disse.
Encerrando o debate, Ubiraci Espinelli, diretor técnico da Produtime e da Indicon, orientou arquitetos a assumirem um papel mais ativo na gestão das obras. “Ser participativo, levantar quantitativos, aproximar-se da produção e conhecer de perto os fornecedores são caminhos que levam um escritório pequeno a ganhar notoriedade e confiança no mercado”, concluiu.
A Feiconference acontece nos dias 8 e 9 de abril, das 10h30 às 19h30, no Pavilhão 8, durante a FEICON, considerada a principal feira de construção civil e arquitetura da América Latina, que termina no dia 10 de abril, sexta-feira.