Construção 4.0: startups, tecnologia e inteligência artificial estão transformando o setor

Construção 4.0: startups, tecnologia e inteligência artificial estão transformando o setor

Especialistas debatem na FEICON, durante Conferência Internacional, como startups e inteligência artificial estão modernizando processos, gestão e execução de obras na construção civil.

A tecnologia tem acelerado mudanças nos modelos de produção e gestão, exigindo adaptação constante e abrindo espaço para novas formas de inovar. Na construção civil, esse movimento se manifesta na adoção de soluções digitais, inteligência artificial e na atuação crescente de startups.

Foi nesse contexto que o tema “O Papel das Startups no Futuro da Construção Civil” esteve em debate na Feiconference, realizada durante a FEICON, principal feira do setor.

Ao conduzir o painel, Ramon Villar destacou o momento de transição vivido pelo mercado, marcado por uma inflexão tecnológica que impacta diretamente a construção civil e exige preparo das empresas para um cenário ainda em transformação. “A gente está vivendo um momento de inflexão no setor de tecnologia e startups, e isso envolve a construção. Existe uma tese de que a próxima empresa trilionária será uma empresa de software disfarçada de serviços. É uma virada tecnológica, e o setor precisa entender como navegar nesse cenário ainda turbulento.”

A partir dessa provocação, Larissa Gimenez, da Engemon, trouxe o olhar para dentro das empresas, ressaltando que a inovação começa pela compreensão clara das próprias necessidades e desafios. Quando a gente entende qual é a dor do cliente interno, consegue buscar startups que realmente resolvam o problema. A tecnologia vem para alavancar o potencial das pessoas, tornando o profissional mais produtivo e com maior poder de decisão.”

Já Filipe Guimarães, do Cubo Itaú, ampliou a discussão ao destacar o papel das startups como agentes de aceleração, capazes de impulsionar produtividade e eficiência por meio das chamadas tecnologias de fronteira, sempre em integração com grandes empresas. O futuro das startups na construção está no uso eficiente de tecnologias de fronteira. Elas são peças dinamizadoras, que aceleram processos e ajudam grandes empresas a chegar mais rápido e com mais produtividade. Mas o caminho é de integração e co-criação, não de substituição.”

Elaine Fazollo, da Engeform, reforçou que o avanço tecnológico exige uma postura contínua de atualização, especialmente diante da rápida evolução da inteligência artificial aplicada aos negócios. “A atualização hoje é permanente. O que existia há dois anos já mudou completamente. A inteligência artificial precisa estar integrada ao core do negócio, é isso que vai trazer resultado e direcionar os investimentos das empresas.”

Encerrando o debate, Pedro Teixeira, da Vetor AG, trouxe o foco de volta ao campo prático, destacando que toda inovação só gera valor quando está conectada aos desafios reais do canteiro de obras. “O mais importante é a startup estar conectada com o problema real da construção, entender o que acontece na obra e o que faz as empresas perderem dinheiro. A inteligência artificial é uma ferramenta poderosa, que permite ganhar escala e velocidade, mas, sem esse foco, não gera resultados.”

A Feiconference encerra nesta quinta-feira, mas a programação da FEICON segue até sexta-feira (10), no São Paulo EXPO, das 10h às 20h.